18 de setembro de 2011

Os bicos dos músicos antes da fama: Pitty conta como era trabalhar de vendedora e garçonete

Num mundo de Mallus, Justin Biebers e Demi Lovatos, é fácil se enganar, pensando que para fazer sucesso na música basta talento. Instantâneo, assim. De uns anos para cá, o YouTube e as redes sociais vem facilitando a vida dos artistas mirins, catapultando esses jovens talentos das webcams direto para os palcos, grandes ou pequenos. Mas nem sempre foi fácil assim: houve uma época em que a estrada era mais longa e para chegar lá levava tempo.


Como tempo é dinheiro, muitos artistas não podiam se dar o luxo de ficar parados esperando o sucesso (e o dinheiro, claro) bater à porta: para sustentar a vida de artista recorriam aos famosos “bicos” para descolar uma grana. A baiana Pitty é a prova viva dessa tese: trabalhou como garçonete e vendedora por um bom tempo, antes de ficar famosa.


E nem pensava em formar uma banda, quanto menos em se tornar uma rockstar, quando conseguiu o seu primeiro emprego, bem novinha, aos 12 anos.  Era uma espécie de “office-girl” de um escritório onde a tia trabalhava, rodando Salvador de bicicleta, entregando documentos. Naquela época, música para ela, só nas rodinhas de violão. Mas não demorou para a baiana tomar gosto pela coisa e começar a tocar e cantar, enquanto tirava uma grana como vendedora.


“A gente era treinado pra fazer o cliente comprar de qualquer jeito”, lembra. “E eu não conseguia empurrar mercadorias ou dizer que uma roupa estava linda na pessoa, se o caimento estava horrível e ela parecia a Vovó Mafalda.  Eu falava a verdade, e às vezes nego ficava puto”, conta Pitty, que apesar da sinceridade era uma das melhores vendedoras da loja. Mas quando a pergunta é se voltaria a ter um emprego “normal”, não tem meias palavras.

“Deus me livre”
, diz. “Primeiro que eu sei que não levo jeito pra muita coisa. Segundo que detesto disciplina, regras de vestuário, horários a cumprir. Espero dar meu último suspiro no meio de um show, tipo aqueles velhos tarados que morrem trepando”.



*  *  *  *  *  *  *  * *  *  *  *  *  *  *  * *  *  *  *  *  *  *  * *  *  *  *  *  *  *  **  *  *  *  *  *  *  * *  *  *
Pitty, claro, não é a única que precisou dar um jeito para conseguir dinheiro enquanto o sucesso não vinha. De zelador a mascote de parque de diversões,a Multishow reuniu a seguir os ex-empregos mais bizarros das estrelas da música. Para conferir a matéria completa clique aqui

(Fonte: Multishow)